Devido às afirmações que alegam uma nova etapa de desenvolvimento para o Brasil e o contexto de crise internacional somados aos recentes levantes populares por toda a Europa, África, Ásia, Estados Unidos e América Latina, surge a necessidade de retomarmos o debate do desenvolvimento/ subdesenvolvimento, da dependência, do imperialismo e do subimperialismo. Um ciclo de debates que nos anos 1960 e 1970 percorreu todo continente latino-americano. Entre os principais intelectuais figuram: Ruy Mauro Marini, Theotônio dos Santos, Vânia Bambirra, André Gunder Frank e Fernando Henrique Cardoso, que dialogavam frontalmente com os teóricos da CEPAL como: Celso Furtado e Raúl Prebisch, os quais, especificamente, foram levados a uma revisão dos seus aportes sobre a viabilidade do projeto de desenvolvimento nacional autônomo para os países latino-americanos.
A propícia conjuntura histórica atual, para o debate proposto, coincide com o ano em que a Teoria da Dependência comemora seus 40 amos de existência. Para tanto, em nossa II SEMANA DO PENSAMENTO ECONÔMICO homenagearemos uma de seus principais intelectuais, a Vânia Bambirra (UNAM/ UnB)..
O evento surge do esforço dos estudantes do curso de ciências econômicas em apreender este debate. Para tanto realizoa-se o I Seminário Dependência e Imperialismo no Brasil com a profª Virgínia Fontes (UFF), ocorrido no mês de julho e no mini curso "A Teoria Marxista da Dependência: história e principais conceitos" com o Fernando Correa Prado, em agosto.
A propícia conjuntura histórica atual, para o debate proposto, coincide com o ano em que a Teoria da Dependência comemora seus 40 amos de existência. Para tanto, em nossa II SEMANA DO PENSAMENTO ECONÔMICO homenagearemos uma de seus principais intelectuais, a Vânia Bambirra (UNAM/ UnB)..
O evento surge do esforço dos estudantes do curso de ciências econômicas em apreender este debate. Para tanto realizoa-se o I Seminário Dependência e Imperialismo no Brasil com a profª Virgínia Fontes (UFF), ocorrido no mês de julho e no mini curso "A Teoria Marxista da Dependência: história e principais conceitos" com o Fernando Correa Prado, em agosto.
Várias questões estão postas e o momento é oportuno ao debate. Dentre as quais podemos citar: "Por que um debate com tanta expressão e importância histórica, como o foi o da teoria da dependência, e que carrega um acúmulo de 40 anos de existência pouco é conhecido no Brasil? Mesmo tendo parte de seus intelectuais nacionalidade brasileira?"; "No ano em que se comemora 40 anos da Teoria da Dependência, continuamos, quanto nação e região, dependentes no cenário internacional? De que maneira se manifesta essa dependência?"; "O desenvolvimento do capitalismo no Brasil permite, diante da conjuntura internacional, classifica-lo como um país em desenvolvimento? O que representa as transformações no cenário econômico brasileiro para o povo em si?"; "Podemos falar de imperialismo no século XXI? O Brasil ainda se configura como país subimperialista? Ou alcança o bloco dos países de capital-imperialismo, mesmo que em posição diminuta?"; "O que representa a recente crise para o capitalismo dependente latino-americano? Esse cenário internacional de levantes populares, em regiões tanto de capitalismo avançado como dependente, apresenta possibilidades de transformações de cunho estrutural?"; "O que representa os processos que estão ocorrendo na Venezuela, Bolívia, assim como os que ocorrem em Cuba? Dentro do debate do imperialismo e dependência, quais análises podem ser feitas com relação à Aliança Bolivariana para as Américas (ALBA)?"